Foto: _Juliano Sarraf

O Teatro Cidade do Saber (TCS) se tornou palco de uma verdadeira celebração da imersão histórica e cultural, bem como do protagonismo juvenil. Nesta terça-feira (26), o Projeto “Era uma Vez… Brasil” anunciou, oficialmente, o educador e os quatro estudantes do 8º ano da Rede Pública Municipal de Ensino de Camaçari selecionados para o intercâmbio cultural em Lisboa, Portugal. 

Ao todo, 76 professores foram formados e 400 estudantes participaram dos processos de vivência e criação promovidos pelo projeto, executado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura (n.º 8.313/91), conhecida como Lei Rouanet.

“Nossos jovens nasceram para brilhar. Fomentar projetos que permitam que nossos estudantes criem, reflitam e se expressem, é investir no futuro e mostrar que cada estudante tem voz, vez e talento para transformar realidades”, celebrou o prefeito Luiz Caetano.

O titular da Secretaria de Educação de Camaçari (Seduc), Márcio Neves, afirmou que o projeto promove a oportunidade dos estudantes atuarem como pesquisadores. “Eles não apenas aprendem história, mas investigam, questionam e constroem novas narrativas a partir de vivências reais e significativas. Isso transforma e fortalece o processo de ensino e aprendizagem”, endossou o secretário.

A iniciativa, que une arte, história, cultura e educação, visa recontar a história do Brasil a partir de outras perspectivas. O projeto foi estruturado em quatro etapas, iniciando com uma formação dedicada aos professores de história da rede municipal de ensino, que mergulharam em conteúdos voltados à reconstrução da narrativa histórica brasileira sob o olhar dos povos indígenas e quilombolas.

“É um projeto que já acontece há nove anos na Bahia e, este ano, pela primeira vez convidamos Camaçari para integrar a nova edição. Nossa proposta é trazer outras vozes para o centro da narrativa”, destacou a gestora do programa, Marici Vila.

Após a formação, os professores retornaram às salas de aula e desenvolveram, junto aos estudantes, histórias em quadrinhos (HQs) autorais – distribuídas gratuitamente no final da cerimônia –, que foram avaliadas e os autores das melhores produções seguiram para o acampamento educacional, realizado em julho, com visitas a territórios de resistência cultural, como a Aldeia Tekoá, em Massarandupió, e o Quilombo Quingoma, em Lauro de Freitas.

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