Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia


Livia Veiga

A Bahia soma 4.972.121 pessoas inadimplentes, com 14.345.402 dívidas que totalizam R$ 20,8 bilhões, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. O estado ocupa a quarta posição no ranking nacional em número de consumidores negativados, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em um cenário em que o Brasil alcança 81,3 milhões de inadimplentes neste início de ano.

Apesar do volume expressivo de baianos com o nome restrito, o indicador apresentou leve recuo desde o fim do ano passado. Como explica José Capobianco, especialista da Serasa em educação financeira, a queda foi em torno de 1%, o que, segundo ele, pode até ser reflexo do feirão nacional realizado no final do ano passado.

No país, a inadimplência atinge 49,6% da população adulta e reúne 327 milhões de débitos ativos, que somam R$ 524 bilhões . Em janeiro, o número de consumidores brasileiros negativados cresceu em 71.317 pessoas na comparação com dezembro de 2025.

Na Bahia, os principais débitos concentram-se em bancos e cartões de crédito, que respondem por 32% das pendências, seguidos por financeiras, com 22,4%, e varejo, com 14,7%. O perfil predominante do inadimplente baiano é feminino, representando 53% do total, e 36% estão na faixa etária entre 41 e 60 anos.

Segundo Capobianco, o perfil da inadimplência no estado está relacionado a gastos do dia a dia, com cartões de crédito e empréstimos. Entre os fatores associados a este quadro, o especialista aponta dificuldades estruturais no orçamento das famílias: “a falta de educação financeira no Brasil é uma questão histórica. O brasileiro tem pouco acesso à educação financeira e isso, a longo prazo, acaba gerando desorganização, uso de crédito de forma errada e a inadimplência. Além disso, a gente vive em um país em que o custo de vida médio está cada vez mais alto. Uma pesquisa recente da Serasa identificou quase R$ 3.500 de custo de vida médio”. 

Diante desse cenário, a Serasa iniciou, nesta segunda-feira (23), a 35ª edição do Feirão Limpa Nome, que segue até 1º de abril e reúne mais de 2,2 mil empresas parceiras, um aumento de 32,6% em relação à edição realizada em novembro de 2025. Em todo o país, são mais de 620 milhões de ofertas disponíveis para negociação, com descontos que chegam a 99%.

Na Bahia, mais de 7,99 milhões de consumidores têm acesso a cerca de 35 milhões de ofertas de negociação, segundo a Serasa. As condições incluem possibilidade de parcelamento e pagamento por Pix, modalidade que permite a baixa imediata da negativação.

Capobianco destaca a iniciativa da Serasa de trazer, “ao máximo”, parcelas que “caibam no bolso do brasileiro”, especialmente em razão da necessidade de continuidade de pagamento de despesas do dia a dia. O educador financeiro orienta que o consumidor opte pelo pagamento no PIX, que gera a baixa mais rápido no sistema. 

Os consumidores podem negociar débitos pelo site (http://www.serasalimpanome.com.br), aplicativo Serasa e WhatsApp da Serasa (11 99575-2096), além de atendimento presencial gratuito em mais de sete mil agências dos Correios até 1º de abril. As condições oferecidas presencialmente são as mesmas disponíveis nos canais digitais. Após a renegociação, a Serasa recomenda que o consumidor reorganize o orçamento e acompanhe as despesas de forma sistemática.

Dentre as dicas de Capobianco, estão: o maior é acesso à educação financeira, buscando mais sobre o tema; planilhar os gastos (acesso aos conteúdos disponíveis no site e no canal da Serasa no YouTube, que orientam como gerir gastos, como usar o crédito de uma forma saudável).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *