Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Os indícios de envolvimento de ex-dirigentes do Banco Central (BC) no caso relacionado ao Banco Master provocaram uma repercussão interna sem precedentes na autarquia. Nos bastidores, servidores demonstram preocupação com o impacto do episódio sobre a imagem da instituição e temem que o caso afete a percepção pública sobre o trabalho técnico do órgão.
Investigações apontam que o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Souza, e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, teriam atuado como “consultores informais” do banco controlado por Daniel Vorcaro dentro da autarquia, recebendo recursos para ajudar a instituição a driblar a fiscalização.
Os dois foram alvo de busca e apreensão realizadas pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (4/3), na terceira fase da Operação Compliance Zero. Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, ambos também passaram a usar tornozeleira eletrônica.
Servidores do Banco Central relatam que o caso provocou perplexidade, surpresa e incredulidade dentro da instituição. Apesar da forte repercussão interna, funcionários têm evitado avaliações precipitadas ou julgamentos sobre a conduta dos ex-colegas enquanto as apurações seguem em andamento.
Em nota oficial, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirmou acompanhar com atenção os desdobramentos do caso. A entidade ressaltou que, sem entrar no mérito das apurações, reafirma o compromisso com a institucionalidade da autarquia e com o respeito às decisões das autoridades competentes.
