Foto: Arquivo/José Cruz/Agência Brasil

Um dos caciques do MDB baiano, o ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a comentar, nesta sexta-feira (6), as articulações políticas em torno da formação da chapa governista para as eleições de 2026 na Bahia. Em entrevista à rádio Metropolitana FM, ele demonstrou incômodo com a indefinição sobre quem ocupará a vaga de vice-governador e defendeu que o tema seja discutido de forma mais direta dentro da base aliada.

Segundo o emedebista, cabe ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) convocar o conselho político para tratar do assunto e reduzir as especulações que circulam no meio político e em publicações na internet.
“Sobre essa coisa da sucessão, essa questão articulação política, essa história de chapa, está na hora das crianças da quinta série saírem da sala e os adultos sentarem à mesa. Porque o avanço da tecnologia e essa democracia da informação termina gerando uma coisa que é absolutamente fantástica. Tem uma quantidade de sites, de blog, de portal, de gente que escreve e é site de ‘fulano’, é site ligado a ‘beltrano’, é site financiado, etc. Você fica doido, porque às vezes você lê um troço, mas aquilo ali eu não falei com ninguém. As coisas vão se multiplicando e a fofoca vai comendo e tal. E meias verdades viram verdades inteiras”, disse o ex-ministro.

Durante a entrevista, Geddel também lembrou o processo político que levou ao rompimento do PP com o PT antes das eleições de 2022 e avaliou o desempenho do atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na base do governo estadual. Para ele, o MDB tem atuado de forma ativa na defesa da gestão de Jerônimo, postura que, segundo afirmou, não é adotada por todos os partidos aliados.

“O MDB, pelo contrário, os seus quadros têm ido para a linha de frente, na defesa, no enfrentamento, apanhando, batendo e tal. Papel que muitos outros que deveriam fazer e não fazem”, disse.

Polêmica

O ex-ministro também comentou o episódio recente de tensão nas redes sociais envolvendo o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e Geraldo Júnior. Sem entrar em confronto direto, ele afirmou não acreditar em um movimento de ruptura política entre o PT e o MDB.

“O papel de jornalistas é colocar fogo no parquinho, é querer que deem declaração. Esse é o papel, é querer que deem declaração polêmica, para gerar manchete, para poder na internet ter seguidores”, ironizou.

“Eu não vou fazer isso. Eu quero entender efetivamente o que está acontecendo. O governador Jerônimo não conversou comigo ainda sobre esse assunto. Não tratei desse assunto com o Jaques Wagner. Não conversei com Rui Costa, com quem não tenho a aproximação que tenho com Wagner, que eu respeito e tive relação com Wagner no Congresso. Tenho mais relação com Wagner. E não vi nenhum argumento plausível para isso”, desconversou Geddel.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *