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Uma pesquisa realizada pela empresa Pluxee ouviu mais de 3000 pessoas com o objetivo de entender e explicar o que acontece quando o cérebro não descansa.
Segundo o estudo, mais 60% dos profissionais que participaram relataram ter dificuldade real de fazer pausas ao longo do dia de trabalho.
Para a neurocientista Thaís Gameiro, sócia da Nêmesis, quando o repouso não acontece, enfrentamos um fenômeno conhecido como “esgotamento cognitivo”, que leva a erros, perda de capacidade de concentração, piora da tomada de decisão e estresse.
Ela afirma que os breaks são cruciais para evitar que isso ocorra. Mas nem toda pausa restaura. “Rolar o feed entre uma tarefa e outra, resolver uma pendência doméstica ou entrar numa conversa pesada não devolve ao cérebro o que ele perdeu. O break precisa ter as condições certas para funcionar”, diz.
A especialista divulgou uma lista de pausas realmente efetivas para incluir na rotina. Confira abaixo:
Faça algo que seja genuinamente da sua escolha
Uma pausa usada para resolver problemas não é pausa, é apenas a continuação do trabalho com outro nome. Lavar louça, responder mensagens, pagar uma conta: são necessidades, não descanso. O cérebro restaura recursos quando sente autonomia e ausência de demanda. Reserve ao menos um break do dia para algo que você escolheria fazer, não que você precisa fazer.
Priorize atividades com baixo esforço mental
O objetivo da pausa é reduzir a demanda sobre o sistema nervoso, não redirecioná-la. Ler notícias complexas ou impactantes, entrar numa conversa difícil ou tentar “adiantar algo rápido” mantém o córtex pré-frontal ativado. A restauração não acontece. Busque o que não exige controle ou esforço: nem cognitivo, nem emocional.
Escolha atividades que sejam realmente prazerosas para você
Navegar de aba em aba, checar notificações ou ficar no automático das redes sociais não ativa os circuitos cerebrais que permitem relaxamento e abstração. O que funciona: ouvir uma música que você gosta, uma conversa leve, uma caminhada curta, uma atividade manual, uma xícara de chá enquanto relaxa sem fazer nada. O cérebro responde melhor quando o intervalo envolve algo com valor afetivo real para você.
A neurocientista reforça que “breaks” efetivos contribuem para uma melhor saúde física e mental, além de ser uma condição para que o cérebro sustente performance ao longo do dia. “Times que operam sem restauração cognitiva real não estão entregando o seu melhor, estão entregando o que sobrou depois de horas sem pausa adequada”, afirma.
Muita gente ainda sente culpa por fazer uma pausa no meio do dia. “A dificuldade de fazer pausas raramente é individual. Ela reflete o ritmo e os sinais que a cultura da empresa emite todos os dias. Líderes e profissionais de RH têm um papel concreto aqui: criar contexto onde descansar seja parte legítima do trabalho, não exceção a ele”, ressalta.
Fonte CNN
