Por Anaís Coelho
Nos últimos anos, o uso de canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade e do sobrepeso tem ganhado cada vez mais espaço, aumentando também a procura desses medicamentos para fins estéticos, porém eles exigem indicação médica e acompanhamento especializado.
A popularização desses tratamentos nas redes sociais, muitas vezes impulsionada pela divulgação de resultados sem respaldo científico, tem levantado preocupações sobre a banalização do uso dessas terapias e os riscos à saúde.
De acordo com o médico nutrólogo e professor da Afya Educação Médica Recife, Dr. Dyego Augusto, a promoção de métodos sem evidência pode levar as pessoas a caírem em falsas promessas e até a colocar a própria saúde em risco.
“Quando se une um marketing pesado com a vulnerabilidade do paciente em querer estar adequado dentro de um padrão estético, ele assume riscos. Então tem que ter muito cuidado, porque esses riscos podem ser fatais. E parece que essa banalização está fazendo com que as pessoas assumam esses riscos.”
O especialista também alerta para a compra de medicamentos de forma clandestina, os pacientes devem tomar cuidado com produtos de baixo custo, muitas vezes trazidos do exterior sem registros ou laudos médicos.
“Quando o paciente compra a medicação, existe um laudo de comprovação técnica. Sem esse laudo, ele não sabe se dentro da seringa tem mesmo a medicação. São coisas básicas, mas que as pessoas estão realmente deixando de lado porque acham que não podem perder a oportunidade”, ressalta.
Fonte: JC PE
