Com 3.404 exames de DNA-HPV realizados e 1.003 inserções de Implanon, Camaçari ampliou a oferta dos dois procedimentos voltados à saúde da mulher para as 42 unidades da Atenção Básica. Para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela Prefeitura, através da Secretaria de Saúde (Sesau), uma representante do Ministério da Saúde visitou a Unidade de Saúde da Família (USF) Piaçaveira nesta sexta-feira (28).

A superintendente do ministério, Joanna Paroli, destacou os avanços do município na implantação do novo método de rastreamento do câncer de colo do útero e na oferta do método contraceptivo, ressaltando a qualificação da assistência em saúde e contribuição para um resultado de maior prazo.

“Estou bem feliz com a implementação aqui. O município está de parabéns porque conseguiu organizar toda a sua rede de Atenção Básica, e não é fácil fazer essa organização. Acho que Camaçari está dando esse exemplo para o país por causa da mobilização da sua equipe e do diálogo com a população, que é o fundamental. É assim que a gente constrói o SUS”, afirmou.

De forma pioneira, o município começou a ofertar os serviços como projeto-piloto em três unidades de saúde e, a partir de janeiro, ampliou o atendimento para as demais, conforme explicou a titular da Sesau, Rosangela Almeida.

“Hoje tivemos essa experiência fantástica, em que uma mulher colocou o Implanon após dois meses do parto. Ela falou da sua experiência, observamos a inserção e estamos aqui muito felizes. Além do Implanon, Camaçari foi pioneiro, como um dos primeiros municípios do Brasil a implantar o método de prevenção chamado DNA-HPV, que identifica o risco para o câncer do colo do útero. Nós podemos demonstrar isso tanto para o Ministério quanto para a Secretaria de Saúde do Estado”, pontuou.

Após a inserção do Implanon, a autônoma Naiara Tibiriçá de Carvalho, 32 anos, relatou a experiência. “Assim que eu soube que ia ter, falei logo com a médica que me atende aqui no posto, pois não quero ter mais filho. Achei maravilhoso, porque quando pesquisei, era quase R$ 5 mil para colocar e, como entrou no SUS, consegui colocar. Foi rapidinho, não doeu nada”, contou a mãe, que teve o filho há cerca de dois meses.

O Implanon é um pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço utilizado como método anticoncepcional, com eficácia superior a 99% por até três anos. O público-alvo inclui mulheres em idade fértil, de 18 a 49 anos, além de grupos prioritários, como adolescentes a partir de 14 anos, conforme critérios clínicos; mulheres em situação de violência doméstica ou sexual ou privadas de liberdade; adolescentes em medida socioeducativa; pessoas em uso de drogas e em situação de vulnerabilidade; e homens trans.

Já o teste de DNA-HPV substitui o exame citopatológico (Papanicolau) como método primário de rastreamento do câncer do colo do útero. O exame apresenta maior sensibilidade para detectar infecções por tipos oncogênicos do HPV e permitindo intervalos mais seguros entre os rastreamentos. O público-alvo são mulheres de 25 a 60 anos, com periodicidade de cinco anos para aquelas que apresentarem resultado negativo.

Para realizar os procedimentos, basta procurar a unidade de saúde de referência e manifestar o interesse. A equipe fará as orientações e os encaminhamentos necessários.

Os dados referentes ao DNA-HPV são atualizados até 19 de agosto, enquanto os números do Impanon correspondem ao período até o julho.

Também participaram da visita, nesta sexta-feira, representantes dos conselhos Estadual e Municipal de Saúde.

Foto: Juliano Sarraf

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