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O Sistema Único de
Saúde (SUS) deverá oferecer canetas emagrecedoras, para pacientes com obesidade. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta será baseada em estudos e seguirá um protocolo clínico específico.

Saúde

A medida está relacionada aos resultados iniciais de um estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre. Desde junho, pacientes com obesidade selecionados pela unidade utilizam semaglutida, um dos princípios ativos da classe de medicamentos.

“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro Padilha.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que os resultados iniciais observados entre os pacientes são positivos. O estudo pretende avaliar a segurança e os efeitos do tratamento, além de estabelecer critérios para o acompanhamento dos pacientes por médicos especialistas.

“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.

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